กรุงเทพฯ: cidade maravilha da beleza e do caos

Bangkok é um lugar maluco. Tem todo aquele brilho luminoso, progressivo e ofuscante, de uma grande metrópole asiática como Hong Kong ou Tokyo. Mas ao mesmo tempo, ela pode tender ao caos e desordem – que aparece expresso no trânsito, meio sem leis; nos seus comerciantes locais querendo passar a perna em turistas; ou na dificuldade de se comunicar. E em contrapartida, por lá você vai encontrar(-se) momentos da mais completa paz e reverência, que podem acontecer nos inúmeros templos do budismo ou do hinduísmo espalhados pela cidade. Ah, e mencionei que tudo isso rola com você envolto por um calor infernal, que constantemente beira os 40 graus, e que te faz suar feito um porco?

Grand Palace e o templo do Buda Esmeralda

Grand Palace e o templo do Buda Esmeralda

Chinatown em Bangkok

Chinatown em Bangkok

Tivemos nossa primeira prova da face caótica e ardilosa da cidade na chegada. Esqueça qualquer recomendação que sugira pegar um ônibus urbano por aqui. É impossivel saber onde eles passam, eles param quando querem e geralmente pedir qualquer informação é quase impossível. Aprendemos isso the hard way, e acabamos por alguns minutos perdidos na noite escaldante por aqui, sem saber como chegar ao hostel. A dica é permanecer fiel ao sistema de trens urbanos da cidade. Tanto as linhas do skytrain quando a MRT (subterrânea) são novas, limpas e bem organizadas. Táxi ou tuk tuk é sempre uma aventura: poucos motoristas entendem onde você quer ir exatamente e, na maioria das vezes, você pode acabar pagando muito mais do que vale o trajeto. Fiquei várias vezes lamentando a falta que fez conhecer um local que conhecesse bem a cidade pra ajudar a fugir dos scams e a se virar melhor com a locomoção entre um lugar e outro. Mas vai por mim, fora alguns pontos que são igualmente fáceis de chegar por barco (o pier central na estaçao de Sephan Tsak é bem preparado para turistas e bem sinalizado), o negócio é usar o trem para tudo.

Um dos guardiões da entrada do Grand Palace

Um dos guardiões da entrada do Grand Palace

Depois de um bom descanso, no dia seguinte à chegada fomos até o Grand Emperor Palace, onde fica o Temple of the Emerald Buddha, a residência da família real tailandesa e o palácio do governo. Por 500 baht, o tour tem um preço um pouco salgadinho, mas vale muito a pena, principalmente pela área sagrada/religiosa do palácio, onde estão preservadas inúmeras das riquezas acumuladas ao longo dos séculos de história do reino de Siam e da Tailândia. Vários exemplos marcantes da arquitetura sacro budista estão espalhados pelo palácio, como o belíssimo Phra Si Rattana Chedi, um grandioso relicário dourado.

Phra Si Rattana Chedi

Phra Si Rattana Chedi

Palácio Oficial do Reino Tailandês

Palácio Oficial do Reino Tailandês

Uma atração bastante curiosa é o museu da seda tailandesa e do guarda roupa imperial da rainha Sirikit, onde além de aprender um pouco das técnicas de produção e tecelagem da seda tailandesa, é possível ver modelitos clássicos da rainha usados em visitas de estado e aparições oficiais, e observar um pouco do ufanismo e devoção do povo tailandes a coroa, outro caso a parte na cultura local. Conforme é exibido numa das salas do museu, graças ao atual reinado de Rama IX e de Sirikit, o povo do interior da Tailândia obteve mais oportunidades para sair da miséria através da indústria da seda, estimulada pela rainha em suas visitas a comunidades interioranas e seus programas de incentivo. Num dos vídeos em exibição, uma humilde tecelã conta sua experiência com a rainha num tom de devoção divina: Sirikit, numa visita a oficina têxtil artesanal onde a tecelã trabalhava, a presenteou com um de seus casacos de seda. Sem saber o que fazer com o casaco, que não tinha muita utilidade para ela, a tecelã o colocou num pequeno altar em sua casa, onde regularmente depositava flores e oferendas como agradecimento à rainha – uma prática comum na religião budista aqui transposta em relação a família real. De fato, o rei e a família real daqui são bem onipresentes, figurando em todas as notas e moedas de baht, entre as fotos de Buda nos ônibus e altares, ou em outdoors pela rua.

A rainha quando ainda na flô da idade

A rainha quando ainda na flô da idade, cheia das seda

Essa foi pro instagram @buddhinha

Essa foi pro instagram @nabuddhinha

Terminado o tour no palácio, parti para o templo de Wat Pho, que fica praticamente ao lado. Ali dentro está uma das maiores estátuas que representam Buda deitado no mundo, e as proporções colossais dele são realmente impressionantes.

No dia seguinte fui ate o Weekend Market próximo a estação do MRT em Mo Chit. Uma espécie de Mercado Público, só que com 15 mil pequenas lojinhas que vendem de tudo: comida, decorações, souvernirs, roupas, artigos veterinários, artigos de banho e beleza, etc etc. Os corredores de lojas parecem não ter fim, e o mercado se emaranha feito um labirinto de compras, línguas estranhas, cheiro de curry e fritura, luzes, óleos aromáticos e muito, muito calor. Foi sem dúvida a melhor experiência da viagem na categoria mercados populares, e é meio impossível sair de lá sem comprar nada, pois os preços são muito baixos. Rola até mesmo um corredor meio hip com roupas moderninhas muito baratas. O problema é que na tailândia as pessoas são muito miudinhas, então achar algo que sirva bem pode ser meio complicado.

capitalismo selvageee

capitalismo selvageee

Em seguida peguei o MRT e parti para Chinatown, o caótico e colorido bairro chinês de bangkok. Muita comida estranha, restaurantes especializados em sopa de tubarão, lojas de jóias, penhores e mercados de chás e frutos secos. É caminhando em lugares como esse que você descobre porque tantas epidemias começam pela ásia: vigilância sanitária é algo que inexiste. Banquinhas de comida preparam sopas de macarrão ou espetinhos com carnes não identificáveis em cima de bueiros fedorentos; senhorinhas lavam em baldes com uma água barrenta; animais de rua comem o lixo do chão e as vísceras de peixe e frutos do mar que são descartados, tudo meio a centímetros de onde a comida é feita. Em alguns restaurantes até, a galinha ou o pato que vai ser comido é tirado ainda vivo de umas gaiolas mais apertadas que lata de sardinha, abatido ali mesmo e posto em preparação. Tem que ter coragem e um bom sistema imunológico pra encarar umas coisas dessas haha.

Fiquei hospedado no distrito de Silom, onde fica a sede dmaioria das multinacionais e bancos na Tailândia. Na Silom Road, principal via da região, fica um dos princais mercados noturnos de Bangkok, e é por ali também, entre um beco e outro que se desmembra da avenida, que está o “red light district” da cidade: casas de massagem, prostitutas, travestis, trambiqueiros, tem um pouco de tudo por ali. Numa caminhada por uma dessas ruas, sofri abordagens de todos os tipos. Não é muito recomendável andar por ali sozinho não.

Comidas, hum, duvidosamente apetitosas, ou seriam nojentenhas?

Comidas, hum, duvidosamente apetitosas, ou seriam nojentenhas?

No último dia, caminhei pela região central, da Siam Square. Não é la muito interessante, porque por lá você só vai encontrar um monte de shopping centers gigantescos, lojas de grifes famosas e restaurantes. O legal por ali é visitar o Erawan Shrine, um pequeno templo hindu com uma estátua de ouro da usa Ganesha. Uma curiosidade lá é a possibilidade de pagar uma quantia e ter o acompanhamento de músicos e de dançarinas durante sua oração. O preço para esse privilégio varia de acordo com o número de dançarinas que vão acompanhar sua reza.

Ajoelhou? Então vai ter que rezar

Ajoelhou? Então vai ter que rezar

Não muito longe dali fica a casa de Jim Thompson, um arquiteto norte americano que, após se apaixonar pelo país numa missão do exército estadunidense por aqui logo depois da 2ª guerra, viu o potencial da seda tailandesa no mercado mundial e soube se aproveitar muito bem disso. Sua casa conta com vários exemplos da arte religiosa budista e representa um interessante exemplo da mistura entre os estilos chines, tailandês e europeu em sua arquitetura. O tour é muito bem organizado, didático e totalmente acompanhado por guias.

Yankees, explorando a mão de obra thai desde a WWII

Yankees, explorando a mão de obra thai desde a WWII

Pra finalizar, embarquei num dos velhos e estranhos ônibus urbanos de Bangkok. Uma lata velha, que deve ter no mínimo uns 50 anos de idade, e é um sujo e bizarro veículo kitsch, a começar pela pintura colorida do lado de fora, e o monte de fotos e imagens de buda e do rei Rama IX coladas pelas paredes internas. No alto do banco do motorista tinha até um pequeno altar, com uma imagem de Buda naquela famosa pose de meditação, e algumas flores penduradas. Bangkok é um daqueles lugares tão diferentes que até uma viagem pelo ônibus urbano se torna uma experiência.

Se essa porra não virar, olê olê olááá... eu chego lá...

Se essa porra não virar, olê olê olááá… eu chego lá…

O destino do ônibus era a Khao San Road, a rua dos “mochileiros” da cidade. Bar é o que não falta por aqui, alem de lojas com imitações de roupa, com trajes meio hippongos bicho grilo, tattoo shops e ambulantes te oferecendo massagem, tranças e dreads no cabelo, tatuagens de henna e imitações de coisas como rolex e ternos armani. Um negócio estranho oferecido por lá também é falsificação de documentos pra estrangeiros, como carteira de estudante, carta de motorista e coisas do tipo. O lugar é tão voltado ao turista que um olhar ao redor pelas placas e luminosos vai encontrar apenas dizeres em inglês, praticamente. Não tive oportunidade de pegar a nightlife por lá, que dizem ser bem intensa (comprar drogas é tão fácil quanto comprar uma coca cola).

VERY GOOD SIR, HOW MUCH WANT TO PAY? YOU SAY PRICE

VERY GOOD SIR, HOW MUCH WANT TO PAY? YOU SAY PRICE

Como estou fazendo uma volta ao mundo e o budget fica mais amarrado por conta disso, não pude me aventurar num dos tours que podem ser feitos pelas redondezas da cidade, como no Tiger Temple ou no mercado flutuante do Rio Kwai. Mas pra quem tem 4000 bahts pra gastar (cerca de 350 reais), é possível agendar um desses passeios nesse site aqui ó … E ter a oportunidade de pousar pra fotinhas fazendo cafuné num dos tigres domesticados pelos monges do Tiger Temple. Não sei se teria coragem, mas parece ser uma experiência muito legal.

Bangkok é um destino essencial pra quem pretende conhecer um pouco de tudo. Os contrastes que colorem a cidade são os mais intensos que já vi numa metrópole, na sua multiplicidade de etnias, cores, crenças e estratos sociais. A capital tailandesa também pode ser uma cidade muito barata, onde boa comida pode ser conseguida com pouco, basta ir atrás dos lugares certos. O restaurante do hostel onde fiquei (saphai pae) tem uma comida excelente, e os pratos custam entre 5 e 12 reais. Nos mercados de rua, como no weekend market, é possível comer um prato de Pad Thai com frango por menos de 5 pila. Outra coisa bacana são os carrinhos de fruta, onde você pode comprar manga, melancia ou abacaxi já picadinhos por 1 ou 2 reais. Passar fome é difícil por aqui. Ficar sóbrio também: as cervejas locais Chang e Singha são excelentes e muito baratas, e pra quem gosta de destilados os preços são muito menores que no Brasil.

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香港, a cidade que nunca dorme

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Victoria Harbour durante a noite

Passei 5 dias em Hong Kong e posso dizer que foi uma estadia incrível, mesmo que eu não tenha conseguido ver e fazer tudo o que eu queria por lá. A cidade tem uma vibração estranha que é um pouco análoga com uma metrópole gigante como New York, só que com um temperinho bizarro chino-asiático. Sofri todos os tipos de choques culturais imagináveis, e o primeiro foi em relação a maneira com que o povo come na China. A comida chinesa que a gente tem no Brasil nos restaurantes não passa de uma versão “light” que os americanos adaptaram, meio que criando mais um “pout-pourri” de comida asiática que reproduzindo a culinária chinesa de fato. Pra começo de história, eles adoram intestinos e vísceras por aqui: de porco, de boi, de galinha. Coisas que são descartáveis pra gente, como pé de galinha, é tipo um acepipe por lá. Por todo canto também se vê barraquinhas vendendo espetinhos com um tipo de almôndegas, supostamente feitas de carne bovina, suína, peixe ou frutos do mar, mas que no geral tem o mesmo gosto. Não dá pra ser muito fresco com comida pra comer na China: até mesmo um restaurante mediano, com preços não muito baixos, não é lá muito sanitário, e a maioria parecem umas espeluncas mesmo. Mas, de vez em quando, umas experiências por um desses cantos é irresistível. Como por exemplo numa barraquinha de macarrão, tocada por dois ex-fisiculturistas. A atmosfera à primeira vista é um pouco assustadora: apenas algumas mesas engorduradas e dois caras de meia idade e bombados cozinhando numa cozinha cinzenta e esfumaçada. Mas é só vir a comida que junto vem a recompensa: se você gosta de uma pimentinha então, peça pelo brisket de músculo de boi apimentado, uma especialidade local. Uma pena que os dois estejam se aposentando agora, após 40 anos fazendo macarrão no mesmo lugarzinho na vizinhança de Mong Kok.

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Long Kee Noodle Shop, em Mong Kok.

Weird food nas ruas de Hong Kong

Weird food nas ruas de Hong Kong

Mas Hong Kong, mas que um lugar de contrastes culturais e culinária arriscada, é um pico turístico (e do dinheiro) bem visado nas rotas internacionais. Por isso, nem a prefeitura e nem as multinacionais de lá medem os esforços para proporcionar o espetáculo “Sinfonia de Luzes” para a turistada. Executada toda noite no Victoria Harbour, a “Sinfonia” é um show de neon, lasers e luzes multicoloridas ao longo de todo o skyline noturno da Ilha de Hong Kong. A maioria dos prédios de financeiras e multinacionais participam do espetáculo, tudo em sincronia com a música meio digital/futurista que as caixas de som ao longo do harbour emitem. E passa dia, passa negão, passa loirinha, a Sinfonia colore o céu da cidade religiosamente às 8 da noite.

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o patinho de 16,5m de altura que perambulava pelo Victoria Harbour mas que “faleceu” durante minha estadia. Por sorte consegui pegar o bichinho ainda vivo.

Quanto ao turismo de compra$$, apesar de ser relativamente barata, Hong Kong não tem lá muitas coisas que valem a pena comprar por ali se compararmos ao Paraguai, por exemplo. Os eletrônicos, tipo celulares e tablets, ou equipamentos fotográficos, são algumas coisas que saem por bons preços em Hong Kong, o que faz de lá um destino de compras popular na Ásia e entre a chinesada.

Não consegui ir até a gigante estátua de Tian Tan Buddha, que fica na Ilha de Lantau, um dos pontos turísticos mais famosos do território. A ida até lá costuma ser bem demorada (entre 2 e 3 horas mais ou menos), então caso resolva ir até lá é recomendável tirar o dia todo para tal. O MTR segue ate a estação Tung Chung, e depois é preciso pegar o teleférico ou o ônibus n. 23 (opção mais econômica).

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Vista da Peak Tower cheia de neblina. #chatiado.

Minha experiência com a Peak Tower, o prédio panorâmico no alto de um dos morros da Hong Kong Island, não foi das melhores. Dei o azar de pegar uma forte neblina que se formou bem no momento de nossa subida pelo tram. A linha, inaugurada ainda no final do século XIX pelos ingleses, sobe num ângulo de quase 45º, o que pode ser um pouco amedrontador. No alto, dois shopping centers (tem shopping em todo canto em Hong Kong) e a vista que, pra meu azar, era nula. O trajeto de ida e volta sai por 40 HKD, o que dá cerca de 10 reais, e para chegar ao ponto de subida do tram basta descer na estação central do MTR e seguir as sinalizações pela Garden Road.

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Não são só os ônibus em Hong Kong que tem dois andares: os trams também são esses trambolhos, uma marca registrada da cidade.

Também faltou tempo de conseguir pegar os icônicos Star Ferries que ligam as ilhas de Hong Kong pela baía. Uma delas, a de Cheung Chau, é uma das mais tradicionalmente chinesas, que não sofreram tanta influência da ocupação estrangeira, e é onde se concentram os principais templos budistas e os melhores frutos do mar da região.

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Frenético neurótico

No geral, Hong Kong pode ser uma cidade bastante exaustiva, com seu ritmo frenético, a sensação de estar o tempo inteiro espremido entre as milhões de pessoas que lá vivem; os shoppings que parecem não ter fim e que o tempo inteiro te pressionam a COMPRAR COMPRAR; e também a poluição visual que te cega as vezes e coloca tua cabeça nesse state of mind de eterna correria e informação que toma conta do ambiente por lá. Mas o choque cultural e a experiência de enriquecimento que isso traz faz tudo valer a pena, o que me faz até imaginar como seria viver num lugar como Hong Kong, e o quanto isso deixaria de marcas na minha forma de viver e ver o mundo.

Helsinki

A capital da Finlândia é mais ou menos bem o que a gente imagina sobre a Escandinávia: tudo muito organizado, limpo, civilizado e, bem, loiro – achar pessoas de cabelo escuro por lá é um tanto difícil. E para um país onde o salário médio de um adulto fica na base dos 3.500€ é óbvio que tudo seria EXTREMAMENTE CARO. Se no restante da Europa os centavos ainda valem alguma coisa, o mesmo não se aplica para a Finlândia. O custo de vida chega a ser três vezes superior a lugares como a Espanha, por exemplo.

Gente loira

Gente loira

Apanhado histórico rápido do país: a Finlândia ainda nem completou um século como país independente – o domínio russo por lá só terminou em 1917. Mas ainda antes de ser ocupada pelos vizinhos ao leste, os finlandeses viveram séculos sob o domínio sueco: de meados de 1100 até mais ou menos 1809. E esse domínio ainda é meio uma pedra no sapato dos finlandeses, já que a presença de suecos por lá obriga a maioria dos dizeres de utilidade pública oficiais do país a serem em finlandês e sueco. A rivalidade entre os países atinge o nível de ódio algumas vezes e até hoje gera algumas disputas territoriais.

Interior da Helsinki Old Church

Interior da Helsinki Old Church

Helsinki não tem muitos prédios históricos como outras capitais europeias. A cidade é relativamente jovem e só ganhou status de centro da vida finlandesa quando os russos decidiram estabelecer ali o governo do grão-ducado da Finlândia no século XIX. Duas igrejas chamam mais a atenção: a Catedral de Helsinki – uma bela e imponente igreja toda branca em seu exterior -, e a Helsinki Old Church, igreja luterana com o interior todo charmosinho em madeira, o que torna o lugar um favorito local para casamentos. No geral, a cidade rende boas caminhadas pelas suas ruas largas com prédios neoclássicos (hoje já quase todos transformados em galerias e shopping centers), e pelas áreas verdes de seus parques, que no geral guardam algumas pérolas da arquitetura moderna e contemporânea: o museu Kiasma, o funcionalista Lasipalatsi, o belo Music Centre, o estádio das Olímpiadas de 1952 e o pavilhão de exposições Helsingin Messukeskus.

Kiasma, museu de arte contemporânea

Kiasma, museu de arte contemporânea

Em matéria de museus, vale a pena visitar o Kiasma para conhecer o que há de melhor em matéria de arte contemporânea produzida no país. O National Museum of Finland tem uma coleção imensa que vai desde artefatos de tribos que se estabeleceram nas geleiras do país na pré-história até obras de arte contemporânea. O prédio, inspirado em castelos vikings medievais, é outra atração e tanto. A cultura cinematográfica por lá é forte também, e no centro da cidade fica o cinema Orion (Eerikinkatu 15), uma sala de exibição belíssima com inspiração meio art-déco. Pertinho do Orion fica o Bar Moscovo, que pertence a Aki Kaürismaki, o principal diretor do cinema finlandês, que já levou inclusive a palma de ouro em Cannes. O lugar é pequeno mas super aconchegante e bem frequentado pelo pessoal artsy/descolado de Helsinki, e tem pelas paredes pôsteres da antiga União Soviética e como trilha sonora discos antigos de música russa tocados numa vitrolona que provavelmente saiu da indústria comunista.

O arquipélago-fortaleza de Suommenlina, distante 15 minutos de Helsinki por ferry (incluso no bilhete de transporte público), é outro passeio essencial a ser feito por lá. Tombado como patrimônio histórico pela UNESCO, a fortaleza se estende por todas as seis ilhas e é considerado um dos mais bem preservados exemplos de engenharia civil militar antiga do Mundo, tomada por largos muros e prédios de pedra com paredes de quase um metro de espessura. Construída pela coroa sueca em 1748 para proteger o império do expensionismo russo, o lugar resistiu apenas até o pacto entre Napoleão e o czar Alexandre I, o que garantiu a força que faltava a Rússia para conquistar a Finlândia – e, consequentemente, a fortaleza. No século XIX, sua posição no Mar Báltico foi estratégica para a proteção russa na Guerra da Criméia. Hoje a área recebe vários turistas, especialmente da própria Finlândia no verão, e abriga também pequenos conjuntos habitacionais.

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Suomenlinna

Eu nunca fui muito da “tchurma do metal” (sic), mas sei que muitas bandas importantes e conhecidíssimas são da Finlândia. E de fato, é facílimo encontrar uns fãs excêntricos de algum dos subgêneros do metal por lá. E eles estão trampando no caixa de supermercado, como motoristas de ônibus ou no McDonald’s, fato que me fez lembrar muito desse tumblr aqui.

Abrace o espírito local e vire fã de hockey em Helsinki. O esporte está para o finlandês como o futebol pra gente. Guarde uns euros pra tentar conferir um jogo do campeonato nacional na Hartwall Arena pra sentir um pouco do clima. Tive sorte de pegar o Campeonato Mundial rolando na cidade, e embora não tenha conseguido ver um jogo da seleção local (muuuito caro), pude assistir a partida entre EUA e Áustria, o que foi uma experiência inesquecível.

Hartwall Arena

Hartwall Arena

Mais fatos curiosos:

10º C ao sol é sinônimo de parques públicos LOTADAÇOS com pessoas correndo sem camisa e minas pegando um (ahem) bronze.

É quase impossível encontrar produtos falsificados à venda – vendedor ambulante e lojinha xing ling nem pensar. O clima de obediência fiscal e civil no país é coletivo e muito presente. Andar no transporte público sem bilhete é pedir pra ser multado, e burlar as leis, mesmo que seja algo minísculo, dificilmente sai impune.

A cidade tem MUITOS shopping centers e galerias. Não sei se é reflexo do frio, mas o povo parece amar ir em centros de compras.

Por falar em compras, o alto poder aquisitivo dos finlandeses faz com que a galera parta pra Alemanha comprar carros de luxo da BMW ou da Mercedes Benz por valores que chegam a ser 50% mais baixos que dentro da Finlândia. Aliás, dificilmente você achará um táxi dentro de Helsinki que não seja um modelo suntuoso de uma dessas marcas.

Nos supermercados, só é permitido vender cerveja com até 5% de teor alcóolico e apenas até as 20h, depois disso a área com bebida alcóolica é fechada mesmo que o mercado continue aberto. Se você quiser comprar vinho ou algum destilado, somente em lojas especializadas (que também funcionam em horários “alternativos”).

Mas a finlandesada se esbalda mesmo é na Estônia, que é praticamente a versão deles do nosso Paraguai. Ferries saem de Helsinki para Tallinn, a capital estoniana, quase que de hora em hora, e os finlandeses voltam de lá com carrinhos lotados de engradados de cerveja, fardos de Vodka, Licor, Whiskey e Vinhos. Uma lata de cerveja mesmo custa até quatro vezes menos. Chega a ser meio deprê viajar num ferry desses, que geralmente volta com tiozões fedendo a álcool e trançando as pernas no balanço do barco.

Vista da rua Mannerheimintie

Vista da rua Mannerheimintie

Quanto custa? Se vier pra cá prepare o bolso pra levar algumas facadas. Ficar em Hostel não vai sair por menos de 25€ a noite, e pra comer o jeito é ficar no fast food (um McMenu sai por 7,50€ em média), ou procurar uma opção numa das galerias como a FORUM que tem uns restaurantes na praça de alimentação que oferecem pratos prontos por preços que vão de 8 a 12€. Até pra comprar coisa no mercado e cozinhar a coisa aperta, e no geral mais vale comer num fast-food qualquer que é mais econômico. Queria provar coisas típicas da Finlândia mas fiquei na vontade: um prato de sopa de rena defumada com queijo saía 18€. Os museus também são carinhos, mas nada muito diferente do restante da Europa.

BEBIDA No mercado custa entre 2 e 4€ por pint, enquanto nos bares sai entre 4 e 7€. Vinho nem pensar (no mínimo 10€ na garrafa). Ou seja, melhor ficar na água por aqui (hê).

TRANSPORTE PÚBLICO: comprar bilhete único é caríssimo: 2,80€. A solução é comprar um que seja válido para vários dias. Eu mesmo comprei um para 3 dias por 16€, o que já incluiu os 9€ da ida e volta do aeroporto.

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Breja cara, Urso #chatiado

Barcelona

A bela e monumental Barcelona é cheia de atrações pra garantir uma programação repleta por ao menos uma semana. Você pode explorar os ambiciosos e pitorescos exemplos da arquitetura modernista, super fortes por lá devido ao legado do Gaudí; pode passear pelos becos descoladinhos do Bairri Gótic e do El Raval; ou ainda visitar os vários museus bacanas da cidade. Minha visita durou cerca de quatro dias e pareceu pouco dada a infinidade de coisas legais que a capital catalã oferece.

Catedral Gótica de Barcelona

Catedral Gótica de Barcelona

A La Rambla, a avenida símbolo do centro de Barcelona, contra com um largo calçadão qie a todo momento mais parece um formigueiro de turistas. Se você não curte muito ambientes tumultuados fuja dela, já que os restaurantes espalhados por lá cobram preços altíssimos. Vale apenas um pulinho no Mercat de La Boquería, no meio do caminho entre a Plaça de Catalunya e o Port Vell. Praticamente um paraíso para os foodies de plantão, o mercado é um show de cores, sabores e delícias ibéricas (especialmente catalãs). Só escolha bem aquilo que queira provar, pois como em todo pico turístico que se preze, os preços são um pouco salgadinhos.

Mercat de la Boquería

Mercat de la Boquería

O melhor mesmo por ali é passear pelos becos que afluem pelas vizinhanças da La Rambla. No lado direito de quem vai em direção ao porto fica o El Raval, onde estão distribuídas várias lojas de discos – algumas inclusive especializadas em gêneros específicos (metal, ska, punk/hardcore, gothic rock, música eletrônica) -, além de bares que contam sempre com “galere jovem e descolada” depois das 19-20h. Também por ali fica o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, uma visita essencial pra quem curte arte do século XX.

Port Vell

Port Vell

Já pro lado oposto fica o Bairri Gótic, assim chamado por abrigar a essencial Catedral Gótica de Barcelona, uma igreja belíssima e gigantesca, construída ainda no século XIII. Ali você vai encontrar lojinhas de cacarecos moderninhos, gadgets e roupas – tipo designer clothes com uma pegada um pouco (pero no mucho) low cost. Lá também fica o essencial Conesa, o melhor lugar para apreciar o entrepá (sanduíche) catalão. A dica é pedir uma Focaccia com abobrinha, berinjela e queijo manchego. Almocei lá quase todos os dias pra manter o orçamento legal e a pança feliz.

A fila do sanduba é grande o tempo todo, mas vale a pena

A fila do sanduba é grande o tempo todo, mas vale a pena

A região do Port Vell e da Barceloneta rende um passeio agradável à beira do Mediterrâneo. Fuja do shopping imenso, mesmo se a aparência modernosa dele te fisgar (afinal de contas, shopping center é tudo a mesma bosta seja na Alemanha ou na Guatemala). Apenas pegue uma bicicleta no ponto de bike sharing da prefeitura na entrada do porto e pedale pelo trajeto. E embora a praia da Barceloneta tenha uma orla bonita e bem urbanizada, a areia e a água não são muito convidativas, eu diria.

Aos domingos os museus da cidade são gratuitos das 16 às 20h, então escolha um deles e vá pra fila cedo. O Museu Picasso, que fica no Bairri Gótic, é um dos que cria filas imensas horas antes da abertura gratuita. Dentre os outros museus da cidade destacam-se o Museu Nacional Catalão e a Fundació Joan Miró (ambos na região do Montjuic).

Nacionalismo catalão

Nacionalismo catalão

Vale também gastar alguns euros pra visitar os interiores surreais das praticamente lisérgicas obras de arquitetura modernista da cidade. A ambiciosa igreja La Sagrada Família, projetada por Antonio Gaudí, começou a ser construída em 1882 e ainda hoje não está totalmente concluída. Repleta de detalhes incríveis e formas geométricas das mais estranhas, a obra mostra toda a meticulosidade dos projetos do arquiteto e seu uso característico de texturas e padrões baseados em estruturas matemáticas e naturais.

La Sagrada Família por fora...

La Sagrada Família por fora…

...e por dentro

…e por dentro

Mais do trabalho dele pode ser visto ao ar livre no Parc Güell e na caríssima (mas, pelo que dizem, incrível) Casa Battló. Esta última, inclusive, é vizinha das também belíssimas Casa Amatller de Puig i Cadafalch e Casa Lleó Morera de Domènech i Montaner, ambos contemporâneos de Gaudí.

Dentre outras coisas que descobri por Barcelona também destaco minha experiência com local hipsters e freaks no Let’s Festival, onde conheci uma incrível banda espanhola chamada Havalina. Com um direcionamento meio shoegazer/indie que lembra muito a fase boa dos Smashing Pumpkins e bandas como Catherine Wheel e Sonic Youth. Vale o conferes.

Quanto custa? No geral, Barça é mais cara que o resto da Espanha, mas ainda bem barata em se tratando de Europa. Breja grande no boteco custa entre 3 e 5 euros, e é possível se virar nas refeições com um orçamento de 4 a 6 euros. Se for comer em restaurante aí prepare uns 15 contos pra deixar na bodega. Dica: se tiver onde cozinhar em sua hospedagem, invista nos Supermercados e aproveite a infinidade de gostosuras que só a culinária espanhola pode oferecer (isto é: embutidos, queijos, vinhos, frutos do mar e conservas deliciosas com otimos preços).

CERVEZA Fique com a Estrella Damm que é puro amor. No geral, as brejas da Estrella são realmente as melhores (Voll Damm e Weiss Damm são outras delícias). Fuja da Cruzcampo e da Mahou e, se for o caso, parta pra San Miguel que também é da boa.

VINO O vinho branco Catalão é bem saboroso, sem falar no espumante Cava, que também é da região. Na Espanha me agradou muito o vinho tinto produzido em Toro e em Rioja.

TRANSPORTE PÚBLICO O metro em Barcelona é muito bom e eficiente, e é possível ir pra todos os lugares de interesse nele. Aconselho comprar o bilhete de 10 viagens por 9,80 que barateia o valor de cada viagem pela metade.

Ah, e antes de terminar, ABRE O OLHO COM OS BATEDORES DE CARTEIRA. Barcelona é uma cidade relativamente segura, mas se bobear (principalmente no metrô), tua carteira ou teu iPhone passa pra frente em dois tempos.

Oi gent, rs

Tchau gent, rs

A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha

Os lisboetas que me perdoem, mas no caso da rixa Lisboa-Porto o ditado português é muito válido. A principal cidade do norte de Portugal, embora menor que a capital lusa, é muito mais cosmopolita e vibrante. E isso não é só por causa do alto teor alcóolico do vinho do Porto não. Os morros que costeiam as margens do Rio Douro tem um charme e uma multidude de cores como não se vê em nenhum outro lugar, com prédios históricos cheios dos belos azulejos portugueses e Igrejas barrocas de tirar o fôlego. Isso sem contar a ativa população universitária da cidade, que garante um frescor moderno por lá. Porto ainda conta com vários prédios contemporâneos de arquitetos famosos, como do nativo Alvaro Siza Vieira.

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Pra começar a curtir bem a cidade, perambule nas subidas e descidas da Ribeira. Toda a área do bairro foi tombada pela UNESCO como Patrimônio Histórico Mundial, e é lá que estão três dos prédios mais incríveis da cidade: na Torre dos Clérigos, gaste 2 euros e toda sua capacidade pulmonar para subir os 240 degraus, pois a vista vale muito a pena. Depois, dê um pulo na catedral da Sé do Porto, que já foi românica e gótica nos seus mais de 800 anos de história, mas que hoje preserva sua faceta barroca, com belíssimos adornos decorando seu interior. Na parte baixa da ladeira que leva a catedral está a Estação São Bento, construída no fim do século XIX e que tem no seu interior incríveis painéis de azulejos representando cenas da história da região do Porto.

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Estação São Bento

Ainda nos entornos da Ribeira, a Livraria Lello & Irmão, com quase 150 anos de história, é uma livraria única e extremamente rebuscada, num estilo que vai do neogótico ao art-decó. O prédio ficou célebre ao ser usado na gravação de cenas do Harry Potter, transformada no filme na Livraria Floreios & Borrões.

Atravessando o Rio Douro está Vila Nova de Gaia, onde ficam as “cavas” de Vinho do Porto. Cava é o lugar onde o vinho produzido ao longo do Vale do Rio Douro é levado para envelhecer em gigantes barris de carvalho e se transformar no Vinho do Porto como o conhecemos: forte, de cor intensa e licoroso. O passeio pela margem do Rio já é por si uma caminhada bastante agradável, mas aproveite para conhecer alguma das cavas: por 5 euros em média se consegue uma visita guiada com degustação de vinhos, e se você for malanders que nem eu é possível até sair um pouco tchuco da visita (isto é, na hora da degustação tome os cálices intocados dos que não bebem e faça valer seus 5 euros – hêhê). Ferreira, Ramos Pinto e Dow’s são três das principais cavas que valem a pena visitar. (Dica: por conta do Vinho do Porto ter sido muito popular na Inglaterra, muitas cavas são de famílias inglesas, que exploravam o comércio da bebida por conta daquele eterno “bulling” que Portugal recebia da Inglaterra como a gente lembra dos livros de história. Então ao falar com algum local sobre o vinho de lá nunca mencione que ele é “invenção inglesa” ou que uma cava inglesa faz o melhor vinho, rola um certo recalque – curiosidade besta: em textos em inglês é comum ver a cidade sendo chamada de Oporto. O motivo desse nome é a tansise dos ingleses que antigamente exploravam o comércio da cidade e que não se tocavam que “o” é o artigo masculino que antecede qualquer menção do nome Porto. A coisa pegou e até hoje ainda é a nomenclatura oficial da cidade em inglês).

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Cava dos vinhos do Porto da família Ferreira

Porto tem alguns museus, mas o único que realmente vale uma visita é o Museu de Arte Contemporânea, um belíssimo prédio projetado por Siza Vieira e que conta com obras marcantes da arte portuguesa de 1900 em diante. E não deixe de conhecer a Casa da Música, um belíssimo exemplo da arquitetura contemporânea que desde 2001 recebe concertos de grandes nomes da música mundial.

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Casa da Música

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Fachada da Lello & Irmão

Pra conhecer um pouco da parte “cool” da cidade, caminhe durante a noite nos bares e cafés próximos a Rua Galeria de Paris. Cafés como o Miss’opo e o Era uma vez em Paris são ótimos locais pra fazer um lanchinho a noite e ouvir boa música. Enquanto que o Plano B, um “espaço criativo” que conta com uma galeria de arte, é uma boa pedida pra experimentar a nightlife da cidade.

Comer: um passeio essencial em Porto é o Mercado do Bolhão, uma feira central de aspecto simples e rústico onde é possível encontrar nativos no mais verdadeiro sentido da palavra. No café Pintainho, um lugarzinho simples todo apertado e concorrido dentro do Mercado, serve-se uma ampla variedade de peixes e frutos do mar a precinhos camaradas. Pra tomar um café a coisa mais fácil é encontrar uma simpática e deliciosa padaria portuguesa, onde um pastel de nata e um cafézinho não sai por mais de 2 euros. Outra boa pedida por lá é o Pedro dos Frangos, onde é servido um delicioso galeto inteiro com batatas para 2 pessoas por apenas 8 euros. Ah, e uma jarra de meio litro do vinho da casa sai por 2 euros.

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Senhorinha descascando favas no Mercado do Bolhão

Beber: o vinho do porto é bom, mas por ser muito forte e adocidado (além de ter um preço um pouco mais elevado), é bom tentar evitar tomar um porre com ele. O vinho Esteva Douro, da Casa Ferreirinha, é um tinto excelente que sai por cerca de 2,50 euros no mercado (outra boa opção é o Couteiro-Mor, vinho alentejano que sai por 2 a 3 euros). Quando for beber uma breja no bar nem pense em sair pedindo Sagres. O povo lá tem orgulho de tomar a Superbock, nativa do Porto. No mercado também é baratinho (cerca de 0,60 centavos a latinha), enquanto que nos bares um fino (nossa tulipa de 300ml), vai sair por uma média de 2 euros.

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Hospedagem: no Airbnb existem boas opções de quartos entre 18 e 30 euros bem localizados e centrais. Fiquei na casa de duas simpáticas moças por 26 euros (o que em 2 pessoas acabou saindo super barato).

Visite para mais dicas bacanas: http://oportocool.wordpress.com / http://www.use-it.travel/cities/detail/porto/